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O Vinho da Sabedoria

Necessitamos em verdade mudar nossa forma de pensar, do contrário andaremos pelo caminho do erro.

De que serviria a vocês assistir essas aulas, se não mudam sua forma de pensar?

Aqui são dados muitos exercícios esotéricos e orientação doutrinária.

Mas se vocês não mudam a forma de pensar, de nada lhes servirá o que aqui lhes é dado.

Dizemos que há que dissolver o ego, se sacrificar pela humanidade, criar os corpos existenciais superiores do Ser, etc.

Mas, se vocês continuam pensando como antes, com os mesmos hábitos mentais de outros tempos, de que serve tudo o que estão escutando aqui?

Dizemos que é necessário desintegrar o Ego, mas vocês continuam com seus velhos hábitos mentais, com suas formas e sistemas caducos de pensar. Então, de que serve a informação que lhes estamos dando?

Nas Sagradas Escrituras, se fala muito claramente, e precisamente muito próximo de João Batista, do vinho velho e do vinho novo. Como disse o Cristo, ninguém colocaria vinho novo em odres velhos, porque os odres velhos se romperiam.

Assim, para vinho novo, são necessários odres novos.

O Grande Kabir Jesus disse também que ninguém pensaria em remendar roupa velha com retalhos de roupa nova, como cortar um terno novo para remendar um terno velho. Isto seria um absurdo, não é verdade?

Assim também este novo ensinamento é como o vinho novo, necessita odre novo.

Que odre é esse? A mente.

Se não abandonamos as formas caducas de pensar, se continuamos pensando com os hábitos que tínhamos antes, simplesmente estamos perdendo o tempo.

É necessário mudar a forma de pensar. Para vinho novo, necessitamos um odre novo. Precisamos mudar completamente nossa forma de pensar, a fim de receber este ensinamento. Este é o ponto crítico da questão.

Porque se recebemos este ensinamento e o acrescentamos a forma de pensar que tínhamos antes, a nossos velhos hábitos mentais, nada estamos fazendo, estamos enganando a nós mesmos.

Antes de tudo, trata-se de preparar o recipiente para receber o vinho do ensinamento gnóstico.

Este recipiente é a mente.

Só assim, com um recipiente novo, transformado, com um recipiente verdadeiramente magnífico, pode-se receber este vinho do ensinamento gnóstico.

Querer engatar o carro do ensinamento gnóstico a nosso velho carro carcomido pelo tempo, cheio de lixo e imundície, é enganar a nós mesmos.

Muitos recebem aqui ensinamentos esotéricos, lhes são dados, mas continuam pensando como antes, como pensavam há vinte anos.

Que aconteceu então?

Estamos perdendo tempo! O conhecimento é dado às pessoas para que se auto-realizem, para que se transformem, mas continuam pensando como antes.

Portanto, temos que começar por mudar a forma de pensar e depois a forma de sentir. Colocar o vinho novo, o vinho gnóstico, em odres novos, não em odres velhos.

Uma mente decrépita, cheia de hábitos velhos, hábitos de vinte ou trinta anos atrás, não está preparada para receber o vinho da Gnosis.

Uma mente assim precisa forçosamente passar por uma mudança total, do contrário se está perdendo o tempo miseravelmente.

Cada um tem uma forma de pensar, cada um acha que sua maneira de pensar é a mais correta.

Mas na realidade as diferentes formas de pensar, de cada um ou de todos em seu conjunto, de correto não têm nada, visto que estão hipnotizados.

Como pode pensar corretamente uma pessoa que está hipnotizada? Mas vocês acreditam que estão pensando corretamente, eis aqui o erro. Seus hábitos mentais não servem.

Se é que querem mudar, aqui têm um ensinamento novo, aqui têm o vinho da Gnosis.

Mas, por favor, tragam odres novos para esse vinho, não odres velhos. O vinho novo arrebenta os odres velhos.

Interessa-me dar-lhes o ensinamento, meus irmãos, mas dá-lo seriamente. Por isso, convido-os a mudar vossa maneira de pensar.

2 respostas para "O Vinho da Sabedoria"

  1. Rosanda Enviado em 02/17/2018 às 20:41

    Avante! Gratidão*

  2. Leila Nocchi Kobayashi Enviado em 05/13/2018 às 13:56

    O Vinho da Sabedoria: “Amai à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo “!
    Como amar a si mesmo se somos nossos próprios e implacáveis algozes?
    Se o AMOR é o único valor da Existência, como Viver sem AMOR?

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